Recebemos com satisfação a notícia de que o Maranhão foi apontado pelo G1 como o estado do Nordeste cujo governo mais cumpriu as promessas apresentadas na campanha de 2022. Somos, ainda, o quarto colocado em todo o país. É um reconhecimento importante, afinal, quando um candidato apresenta um programa de governo, ele assume um compromisso público. Honrar essa palavra é uma demonstração de respeito ao eleitor e de responsabilidade com a democracia.

Mas a notícia também nos levou a uma reflexão: será que um governo pode ser avaliado apenas pelo número de promessas que cumpriu?

Penso que não. Ao longo da vida pública, aprendemos que existe uma diferença importante entre administrar um mandato e governar um estado. A campanha eleitoral produz um plano. O exercício do governo exige algo maior: capacidade de interpretar a realidade e tomar decisões diante de circunstâncias que ninguém foi capaz de prever.

É assim em qualquer lugar do mundo. Nenhum programa de governo consegue antecipar uma crise econômica, uma estiagem prolongada, uma enchente, uma mudança no cenário internacional, uma nova demanda da população ou uma oportunidade inesperada de investimento. O papel do governante não é apenas seguir um roteiro. É manter a direção sem perder a capacidade de responder ao presente.

Por isso, para nós, cumprir promessas é apenas o primeiro compromisso de um bom governo. O desafio verdadeiro é fazer aquilo que a realidade passa a exigir depois que a eleição termina, no dia a dia.

É esse entendimento que adotamos no Maranhão. O levantamento mostra que 63% das propostas apresentadas em 2022 já foram integralmente executadas. As demais seguem em andamento, porque entendemos que compromisso assumido não se abandona. Trabalha-se para cumpri-lo.